Nos dias 3 e 4 de setembro, o Sistema Ocesp deu início ao Programa de Educação Política, voltado a gestores e profissionais das cooperativas que atuam na interlocução com os poderes públicos. Sob coordenação dos assessores institucionais do Sistema Ocesp, Ricardo Saboya e Fernando Colombo, o primeiro módulo foi realizado na Casa do Cooperativismo Paulista, com curso ministrado pelo cientista político Humberto Dantas.
A abertura contou com a participação de Ricardo Saboya e da analista de Desenvolvimento Humano, Juliana Chamorro. “Após a fase de sensibilização, chegou o momento de chamar as cooperativas para a ação. Nossa proposta é criar cada vez mais pontos focais, formar redes sólidas e estabelecer uma atuação sistêmica que permita às cooperativas dialogarem com suas bases de cooperados. Assim, poderemos difundir conceitos essenciais para mais fortalecimento e o reconhecimento do cooperativismo, tanto no poder público quanto em toda a sociedade”, comentou Saboya.

Nos dois dias de capacitação, a programação abordou desde dinâmicas de integração e reflexões sobre os desafios e a identidade do movimento cooperativista até discussões sobre a relevância da política para o setor. Foram explorados temas como as características do Estado brasileiro, os desafios da atuação política consistente, bem como a realidade política de estados e municípios.
Representatividade cooperativista
O segundo dia contou com participação do presidente do Sistema Ocesp, Edivaldo Del Grande. “O que esperamos de vocês é que contribuam para fortalecer o cooperativismo, que muitas vezes não é plenamente compreendido pelo poder público. Queremos contar com vocês como parceiros para que, juntos, possamos ampliar o reconhecimento e a representatividade do nosso movimento cooperativista na política”.
Também foi apresentada a agenda do cooperativismo paulista em diálogo com as políticas públicas pelo assessor Fernando Colombo.
Para Humberto Dantas, a iniciativa reforça a importância de preparar as lideranças cooperativistas para uma atuação coordenada e consciente. “Pretendemos trazer conhecimentos, promover discussões e proporcionar o engrandecimento da nossa percepção política para entendermos o que estamos fazendo aqui, não apenas do ponto de vista do conhecimento, mas também de uma estratégia de ação. Nós somos atores políticos e temos uma responsabilidade significativa sobre a nossa realidade”, afirmou.







